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Em 1939, a editora DC precisava de um novo personagem para fazer frente a um super herói que havia sido criado por Jerry Siegel e Joe Shuster: O Super Homem. Então pediram ao cartunista Bob Kane para criar um herói. Kane, inspirado por velhos esboços de máquinas voadoras de Leonardo da Vinci, desenhou um homem mascarado usando asas de morcego que combatia o crime à noite e possuía uma caverna como quartel-general. A partir dessa idéia básica, Bill Finger, que era colaborador de Kane, fez algumas alterações, como trocar as asas por uma capa, sutis modificações no capuz e nas luvas e partiu dele a idéia do herói utilizar um cinto de utilidades.
Assim, em maio de 1929, a primeira história de Batman sairia na revista Detective Comics 27, mostrando como o milionário Bruce Wayne era um playboy de dia e um vigilante implacável de noite. No entanto, nas primeiras histórias os leitoras não sabiam muito sobre o que levou Wayne a se tornar o Batman. Apenas na Detective Comics 33, é revelado que Bruce carregava um trauma de infância ao perder os pais durante um assalto ao voltar para casa. Com a morte dos pais, Bruce jurou que protegeria sua cidade (que inicialmente era New York City, e não Gotham). No início, Batman usava métodos um pouco diferentes dos que usa ultimamente. Era capaz de usar armas de fogo e até matar, o que causou um certo desconforto para a época. Para suavizar as histórias sombrias e até assustadoras do Homem Morcego, Kane e Finger criaram um parceiro de aventuras para o solitário Batman: Robin, o Menino Prodígio. |

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Com o sucesso, Batman ganharia a sua própria revista em 1940. Além de Kane e Finger, Gardner Fox foi importante para o desenvolvimento das histórias e para a criação de outros personagens, como Julie Madison, a primeira namorada de Bruce Wayne, e novos apetrechos no combate ao crime, como o Batarangue e o Batplano. Além disso, o primeiro grande inimigo de Batman, o Doutor Morte, também foi criação de Fox. Mas o maior inimigo da Dupla Dinâmica de todos os tempos foi criado por Jerry Robinson em 1940: O Coringa, que até hoje com seu senso de humor peculiar é um dos maiores e melhores vilões de quadrinhos de todos os tempos. Vale ressaltar que na década de 40 outros vilões como a Mulher Gato, o Charada, o Duas Caras, o Pingüim, o Espantalho e outros também foram criados. Durante a década de 50, Batman teve o acréscimo nada estimulante de elementos de ficção científica, como alienígenas, robôs, viagens no tempo, entre outras bobagens que graças a Deus não sobreviveram aos anos sessenta, assim como aberrações como o Batcão e o Duende Morcego (ou Bat Mirim). Já nos anos sessenta, Batman começou a sofrer algumas, porém significativas, modificações, a começar pelo morcego em seu peito, que passou a ter uma elipse amarela sob o morcego. As histórias ficaram mais adultas e elaboradas e os fãs ficaram bastante satisfeitos. No entanto essa fase durou pouco pois as histórias ficaram mais infantis por causa do sucesso da série de TV da ABC iniciada em 1966 e que durou até 1968. Na década de 70, Batman voltou a atuar sozinho pois Robin decidira ir para a faculdade. Com isso, os roteiristas queriam que Batman voltasse a ter um ar mais sombrio e misterioso. Com isso, o seu visual sofreu mais algumas alterações sutis, porém importantes, como a sua capa maior e desenhada de forma a parecer viva e as orelhas da máscara ficaram mais longas e pontudas. Neste período, novos inimigos como o Morcego Humano e Rã's Al Ghul foram criados.
Nos anos 80, Batman passou a ser publicado no Brasil pela Editora Abril em edições de 80 páginas, que subiram para 100 páginas na década de 90, quando também foi criada uma nova revista chamada Batman - Vigilantes de Gotham. Recentemente, a Abril juntou as duas revistas em uma só de 160 páginas, com papel especial. |
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Em 1986, Frank Miller lançava nos Estados Unidos a mini série Batman, O Cavaleiro das Trevas, que mostrava Bruce Wayne com mais de 50 anos voltando a combater o crime numa Gotham City caótica. O governo decide acabar com suas ações e ordena que ninguém menos do que o Super Homem tente resolver o caso. Com O Cavaleiro das Trevas, Batman volta a ser sucesso de vendas no mundo inteiro e sepulta de vez qualquer resquício "engraçadinho" dos anos 60.
Vale destacar também histórias como A Piada Mortal, de Alan Moore, onde o Coringa aleija a Batmoça e tem sua origem recontada; Batman - Ano Um, também escrita por Miller; Asilo Arkham; e A Morte de Robin (Jason Todd, não Dick Grayson) cuja eliminação do personagem foi decidida por uma eleição dos leitores americanos por telefone. Nos anos 90, Batman teve como a sua melhor série A Queda do Morcego, onde ele fica paralítico devido a uma briga com um novo e terrível vilão chamado Bane. Enquanto se recuperava, Wayne passou o manto para um herói novato chamado Azrael, que acabou enlouquecendo e forçando Bruce a voltar a ativa. No momento, Batman está envolvido na reconstrução de Gotham que foi devastada por um terremoto em Terra de Ninguém. |
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